terça-feira, 4 de novembro de 2008

"O Azar de sermos Mortais"

Somos seres inseridos numa vida platónica, numa vida egocêntrica e rodeada de caprichos. Somos tão vulgares ao ponto de não sabermos viver a própria vida e por vezes vivê-la de forma tão inconsciente e despreendida. Somos meras almas a flutuar numa superfície, futuros vultos que se enquadram na escuridão e não fogem ao cadáver podre da sociedade. Não somos nada.
Porquê tanta guerra? tanta competição? Porque tanta tentativa de riqueza se acabamos pobres e obscuros? Pensem...mas pensem bem. Afinal qual o verdadeiro sentido da vida? Qual o verdadeiro sabor que nos eleva à plena felicidade? Sinceramente, pelo menos no meu ponto do vista, o que conta são os bons momentos, as boas acções, as amizades que perduram até que a morte nos separe e o amor que nos faz ultrapassar obstáculos e seguir sempre em frente. E será que a morte é mesmo uma separação? Não será o prémio de toda esta caminhada a que chamamos vida? Não sabemos nada de nada. Não há génios, nem o Einstein foi um génio. Não há mártires, santos, inconformistas nem mesmo crânios. Na verdade todos os que se evidenciaram pelos seus feitos foram meras cabeças que tentaram desvendar mistérios, mistérios esses que nós não temos o poder de decifrar. E se tentarmos decifrar...ficamos Loucos!!!Porque aí está a problemática, nós temos um limite, uma meta, e enlouquecemos só ao tentar penetrá-la. Essa meta não nos pertence, não cabe a nós chegar à ultima causa, cabe a nós saborear o que temos diante os nossos olhos, cabe a nós aceitar o azar de sermos Mortais.
Por isso meus amigos, vivamos cada momento, cada sorriso, cada lágrima. Vivamos cada sentimento, cada nostalgia, cada sofrimento. Somos assim, frágeis, fortes e ao mesmo tempo...não somos nada. Vivamos a sorte de ter o azar de sermos Mortais.